Cuidados de Longo Prazo: uma questão em aberto

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A geração que irá cuidar do grande contingente de pessoas idosas em situação de fragilidade ou dependência prevista para os próximos anos no Brasil e na America Latina, já nasceu, já está em processo de formação profissional ou já está inserida no mercado de trabalho

Frente a uma total carência de Políticas de Estado em nossa realidade que discutam esta questão com a amplitude e a profundidade necessárias ou que apresentem propostas concretas de enfrentamento, com definição clara de programas, processos, objetivos, metas, e sistemas de financiamento e execução, o desafio recai sobre a população idosa, os familiares, os cuidadores quase sempre improvisados, e os profissionais e serviços da área assistencial.

 

Perante este cenário contemporâneo alguns aspectos se tornam fundamentais para que se possa pensar ou discutir qualquer planejamento estratégico sobre este tema:

 

1- Diagnóstico atual e projeções futuras de curto e médio prazo

2- Avaliação do conhecimento já produzido sobre este tema

3- Aprendizados através da experiência adquirida em outras realidades

4- Análise pela ótica dos sistemas complexos

5- Organização de rede articulada, integrada, e bem coordenada de serviços diversificados

6- Formação especializada e continuada de Recursos Humanos

7- Incorporação de Tecnologias para o Cuidado de Longo Prazo

8- Cuidado adequado, digno, viável, e centrado na pessoa

9- Interrelações entre qualidade estrutural dos serviços, qualidade de assistência e qualidade de vida

10-Preparação de lideranças para implementação dos processos necessários

 

 

Um país como o Brasil, que entrou no século XXI representando uma das maiores economias mundiais e aguardando para breve o acolhimento da 6ª população idosa do planeta em números absolutos, não pode olhar para esta questão como se ainda estivesse no início do século passado quando os cuidados domésticos familiares e a benevolência das instituições de caridade eram os principais responsáveis pelo suporte às pessoas idosas mais dependentes.

 

Também não é mais possível que o cuidado de longo prazo a pessoas que apresentam demandas de ordem mais complexa seja tratado como uma questão meramente dependente do afeto e da solidariedade, desconsiderando-se toda a evolução do conhecimento técnico já existente sobre esta matéria.

 

É interessante observar que alguns dos melhores documentos sobre planejamento de sistemas de cuidados de longo prazo têm sido publicados por organizações internacionais relacionadas ao desenvolvimento econômico do mundo ocidental. Em última análise a pergunta estratégica subliminar que se coloca perante esta questão é freqüentemente a mesma: quem irá pagar esta conta? E independentemente dos argumentos políticos alegados em público, é a partir desta ótica que algumas decisões vêm sendo tomadas ao redor do mundo.

Para colaborar com a possibilidade de uma reflexão mais ampla sobre este tema, o post de hoje estará indicando uma pequena amostra de publicações e relatórios que abordam a questão sob as suas mais diversas vertentes. Complementamos esta indicação com a apresentação de alguns trechos extraídos destes documentos.

 

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5963-03

A Good Life in Old Age?

MONITORING AND IMPROVING QUALITY IN LONG-TERM CARE

 

OECD/European Union, 2013

http://ec.europa.eu/social/BlobServlet?docId=10292&langId=en

 

 

“More and more people reach an age where they have to live with declining functional and cognitive abilities and thus become dependent on the help of others in their daily life. Protecting the right to a life in dignity of frail older people is thus becoming a major policy challenge. This report is about how countries are addressing this challenge by developing measures to ensure a high quality of long-term care – care that is safe, effective, and centred around the needs and abilities of the care recipients themselves. In most respects, endeavours to improve long-term care quality lag behind comparable efforts in the health care sector, but there are some excellent initiatives in some countries which combine measurement of clinical effectiveness with patientcentred approaches to improve the quality of life of people in need of care. Such new initiatives to stimulate quality improvement have gained ground alongside traditional regulatory approaches. There are interesting examples of public reporting of quality performance of care-providers which enable older people and their families to make informed choices, and quality grading systems which encourage providers to compete on care outcomes.

This report is the outcome of a two-year collaboration between the OECD Health Division and the Directorate General for Employment, Social Affairs and Inclusion of the European Commission. The report discusses the importance of developing metrics for measuring safe, effective and responsive long-term care services, and looks at on-going country initiatives to improve the quality of life of frail elderly, as well as the technical and broader challenges to measurement and improvement. Providing a life in dignity in old age is not only a moral imperative. It also makes good economic sense if it is achieved by assuring that older citizens can maximise their potential for independent living, thus reducing their dependence on others to a minimum. Empowering older people in such a way also enhances their protection against the risks of abuse or inadequate care. The OECD and the European Commission will continue to work closely together to explore how future long-term care needs can be met in ways that protect older people and their dignity, notably by delivering high-quality care services and promoting healthy and active ageing.”

...“Delivering high-quality care services has become a policy priority.

With the ageing populations and growing costs, ensuring and improving the quality of longterm care (LTC) services has become an important policy priority across OECD countries. The share of those aged 80 years and over is expected to increase from 4% in 2010 to nearly 10% in 2050, while in 2010 OECD countries allocated 1.6% of GDP to public spending on LTC, on average. The goal of good quality care is to maintain or, when feasible, to improve the functional and health outcomes of frail elderly, the chronically ill and the physically disabled, whether they receive care in nursing homes, assisted living facilities, communitybased or home care settings. This report focuses on three aspects generally accepted as critical to quality care: effectiveness and care safety, patient-centredness and responsiveness and care co-ordination.”

...“Monitoring LTC quality has been growing in importance but needs further development.

LTC quality measurement lags behind developments in health care. Only a few OECD countries have well-established information systems for care quality. Four-fifths of countries have indicators of inputs, such as staffing and care environment, but only a handful of OECD and EU countries systematically collect information on quality. Over time work on quality measurement has come to encompass both clinical quality (care effectiveness and safety), user-experience (user centredness and care co-ordination), and quality of life. While the collection of LTC quality data poses a number of challenges, there is a potential for harmonising data collection on LTC quality at the international level. The OECD measures health quality indicators such as avoidable hospitalisations for older people. Another system widely used in LTC, the interRAI system for assessment of care needs, aggregates person-level data, recorded for the purpose of care planning and provision of care, to compare quality of care and efficiency of services.”

...“External regulatory controls are the most developed quality assurance approach but enforcement might be lenient.

England, France have accreditation for home care providers. Outcomes, quality of life, choice and human dignity are the quality dimensions most often included in accreditation and standards. Specific regulatory protection mechanisms designed to prevent elder abuse range from ombudsman to adult guardianship systems and complaint mechanisms. Despite regulation, compliance and enforcement may not be strong enough. There are still questions regarding the effectiveness of fines, warnings and threat of closure. Too much of it can stifle innovation or discourage providers from going beyond minimum requirements.”

 

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3204-03

 

Caring for people with chronic conditions. A health system perspective

 

European Observatory on Health Systems and Policies, 2008

 

 

http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0006/96468/E91878.pdf 

 

 

“…One of the greatest challenges that will face health systems globally in the twenty-first century will be the increasing burden of chronic diseases (WHO 2002). Greater longevity, “modernization” of lifestyles, with increasing exposure to many chronic disease risk factors, and the growing ability to intervene to keep people alive who previously would have died have combined to change the burden of diseases confronting health systems…”

 

“…Yet healthcare is still largely built around an acute, episodic model of care that is ill-equipped to meet the requirements of those with chronic health problems. Chronic conditions frequently go untreated or are poorly controlled until more serious and acute complications arise. Even when chronic conditions are recognized, there is often a large gap between evidence-based treatment guidelines and current practice...”

 

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“…The fact that chronic diseases impose a significant economic burden, measured in the different ways set out in the preceding section, does not by itself necessarily imply that investment in chronic disease management is an economically sensible way forward. Such an assessment depends less on the costs of the existing disease burden but rather on that part of the disease costs that can be averted through the intervention (hence, the benefits of the intervention) set against the costs of carrying out the intervention. This is what a proper “economic evaluation” should assess, and it cannot be assumed that the net benefits will be positive...”

 

“…Costs and benefits of a given chronic disease management intervention differ according to the perspective taken. Table 3.4 provides a typology of the different costs and benefits from the four main perspectives commonly adopted: the patient, the health plan/provider, the employer and society. If the maximization of societal welfare is the overarching policy objective, as in theory it should be, then the societal perspective is the “right” perspective to assume. However, to explain actual decision making it is often useful to understand the perspective of the different players, to see how they oppose and/or substitute each other, recognizing that this may ultimately produce a less than optimal societal output. This should also provide public policy makers with indications of how to alter incentives for private actors in a way that stimulates them to approximate better to the optimal societal outcome…”

 

“…As we assume that the patient will be enrolled in a health insurance scheme, the only direct costs carried by the patient will be those that the health insurance organization (i.e. the plan/provider) passes on to him or her, through increased premiums or out-of-pocket payments, as a result of reduced wages in response to greater employer payments for health insurance. The provider of the chronic disease management programme faces three types of cost: (fixed) set-up costs (e.g. for information technology systems, staffing costs for the management of the programme), operating costs (primarily for human resources to deliver services in a coordinated manner) and adverse selection costs (arising from increased enrolment of high-cost patients in response to the improved reputation of a given programme)…”

 

“…There are three primary benefits that may be derived from improved chronic disease management:

• improved health (i.e. quantity and quality of life years gained), experienced by the patient

• long-term cost savings from complications avoided and healthcare utilization reduced, experienced by the plan, the providers and potentially employers)

• workplace productivity gains, experienced by patients and their employers.

 

As there is often misunderstanding, it is important to emphasize that the outcome “improved health” does represent an economic benefit as much as a health benefit. Improved health increases the lifetime consumption possibilities of individuals, thereby directly augmenting utility – the maximization of which is seen by economists to be the ultimate objective of human endeavour. The economic benefit is thus clearly not limited to the more narrow perspective of cost savings or labour productivity gains. Therefore, a first essential input into the economic evaluation of any health programme is evidence of its effectiveness in terms of health improvement, measured, for instance, by the quantity and/or quality of life of the patient(s). After all, health improvement should be the primary purpose of any health intervention, and hence also the primary criterion for judging its value. If, in addition, the programme leads to cost saving and/or labour productivity gains, these are welcome side effects, but they should not be the main criterion for judging the economic desirability of a health programme. If the intervention succeeds in achieving a certain health improvement at a cost that is lower than the resulting benefit,5 then the investment is economically worthwhile irrespective of whether there are additional cost savings and/or labour productivity effects...”

 

“… The evaluation of chronic disease management programmes does require careful preparation and ideally has to be built into the development of the programme from the outset. Few countries have so far actively adopted the idea that evaluation (not to mention a full economic evaluation) should be an integral component of public health programmes. Rare exceptions include the Netherlands, Canada, Australia and the United Kingdom. Furthermore, the fact that evaluations have been carried out does not, by itself, say anything about their quality and hence their informative value. Very few have collected actual health outcomes, concentrating instead on the admittedly easier to obtain process indicators (such as resource use or admission rates)…”

 

 

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1759-03

 

Envelhecendo em um Brasil Mais Velho. Implicações do envelhecimento populacional para o crescimento econômico, a redução da pobreza, as finanças públicas e a prestação de serviços

 

Banco Mundial, 2011

 

 

1485-03

 

Becoming Old in an Older Brazil. Implications of Population Aging on Growth, Poverty, Public Finance and Service Delivery

 

Worldbank, 2011

 

http://siteresources.worldbank.org/BRAZILINPOREXTN/Resources/3817166-1302102548192/Envelhecendo_Brasil_Sumario_Executivo.pdf

 

http://siteresources.worldbank.org/BRAZILINPOREXTN/Resources/3817166-1302102548192/Brazil_Aging_Full_Eng_final.pdf

 

“...Utilizando um modelo de equilíbrio geral, três cenários são comparados para o financiamento dos custos fiscais com o envelhecimento (Figura 18a): Financiamento com impostos, onde os impostos aumentam para absorver os custos; Financiamento com benefícios, onde os benefícios de seguridade social diminuem para acomodar a pressão fiscal; e Finan-ciamento com dívida, onde a dívida pública aumenta para que o gover-no possa evitar variações nos impostos ou benefícios. É encontrado que o financiamento com dívida tende a reduzir o segundo dividendo demo-gráfico; o Financiamento com impostos irá mantê-lo mais ou menos constante; enquanto que uma política de manter constantes impostos e dívidas e permitir que o ajuste ocorra através dos benefícios (redução) tende a promover o dividendo (Figura 18b). Como resultado, em termos de possíveis políticas paramétricas, o segundo dividendo demográfico seria mais bem promovido através do ajuste para baixo das pensões públicas enquanto se mantém os impostos e dívidas constantes...”

 

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“...Portanto, quais políticas poderiam ser adotadas para ajudar a mitigar a tensão inevitável em torno dos crescentes gastos sociais originados pelo rápido envelhecimento populacional no Brasil? Primeiro, conforme mais recursos por estudante se tornam disponíveis no Brasil, é importante que tais recursos sejam utilizados para melhorar a eficiência do sistema educacional. Os Estados Unidos, Japão, Coréia, e países da Europa usaram a queda do número de estudantes para concentrar os re-cursos na qualidade. No Brasil, alguns dos recursos poupados na educação primária poderiam sustentar a expansão das creches e pré-escolas, que ainda estão longe de ser universais e são estão entre as melhores estratégias para assegurar que as crianças cheguem à escola primária prontas para aprender. Os recursos poderiam ajudar substancialmente no financiamento da expansão de uma melhor qualidade e do ensino integral para o nível secundário. Os sete milhões de carteiras vazias na escola primária também poderiam financiar investimentos em qualidade para os 24 milhões de estudantes primários que permanecerão (Banco Mundial, 2010). Além disso, tal crescimento ambicioso no investimento educacional tenderia a ter profundas implicações para ambos o crescimento econômico e desigualdade no Brasil. Na verdade, Lee e Mason (2010) apresentam resultados de simulações que sugerem que tais investimentos em capital humano podem anular os custos do envelhecimento populacional.

 

Segundo, é urgente que a organização do sistema de saúde se adapte para os perfis demográficos e epidemiológicos diferentes da crescente população em idade mais avançada no Brasil. Apesar da passagem do Brasil pelos estágios avançados da transição epidemiológica, o currículo das escolas de medicina não foi atualizado e o treinamento não é adequado. Aos estudantes de medicina são apresentados poucos ou nenhum problema relacionado à idade, mesmo que um médico formado em 2010, com uma média de 40 anos de prática médica pela frente, vá testemunhar a triplicação da população idosa – para 63 milhões de pessoas22. Como doenças não comunicáveis emergem como uma das causas principais que levam à morbidez, invalidez e mortalidade, precisam ser implementados programas efetivos para discutir seus principais fatores de risco: tabagismo, sedentarismo, consumo de álcool e dietas pouco saudáveis.

 

A magnitude do aumento dos gastos com saúde associados a uma população mais velha irá depender crucialmente se os anos a mais de vida serão saudáveis ou de doenças e dependência. Prevenção e retardamento de doenças e invalidez, e a manutenção da saúde, independência e mobilidade numa população que está envelhecendo continuará sendo um dos maiores desafios. Recentemente, um modelo de curso de vida foi proposto para desenhar políticas com ênfase nas necessidades dos idosos. Central ao modelo para abordar a questão do envelhecimento está a noção de capacidade funcional – isto é, que os indivíduos alcançam o pico de sua capacidade funcional física cedo quando adultos e então progressivamente vivenciam seu declínio pelo curso de vida, um resultado natural do processo de envelhecimento. É importante notar, no entanto, que esse não é necessariamente um problema. Dado que, digamos, aos 85 anos uma pessoa continua a ser independente e capaz de realizar as atividades do dia a dia, o indivíduo continuará sendo um recurso para sua família, sua comunidade, sua sociedade e para a economia. Assim, boas políticas com respeito ao envelhecimento são aquelas que irão ajudar os indivíduos a continuar acima do limite de capacidade conforme envelhecem.

 

É antecipado que o número de pessoas idosas gerando uma demanda por assistência formal de longo prazo irá aumentar por causa de dois fatores. Primeiro, o número de pessoas muito velhas no Brasil irá au-mentar drasticamente nos próximos 30 anos e isso irá resultar em um maior número de pessoas debilitadas em qualquer momento, mesmo que uma redução na proporção de debilitados mais velhos seja esperada como conseqüência de avanços na prevenção de doenças, retardamento e melhor tratamento de deficiências. Segundo, o status da mulher e os valores familiares e sociais que passam por transformações irão continuar a impactar na disponibilidade de ajuda familiar...”

 

 

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0946-03

 

Cuidados de Longa Duração para a População Idosa:

um novo risco social a ser assumido?

 

Brasil - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2010

 

 

 

http://www.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/livros/livro_cuidados.pdf

 

 “...No caso específico da prestação dos serviços de cuidados à sua população idosa, a Dinamarca é geralmente reconhecida como um “país modelo”, tendo sido um dos pioneiros na adoção de políticas de cuidados comunitários com a adoção, ainda na década de 1970, de medidas que facilitassem o atendimento dos idosos em seus próprios lares em detrimento da institucionalização dos mesmos (DOYLE; TIMONEN, 2007). A singularidade da Dinamarca no que tange à formulação das políticas voltadas para os cuidados de longa duração dos idosos reside em serem tais políticas uma obrigação do Estado, retirando da família a responsabilidade, mesmo que assessória, pelos cuidados de seus entes frágeis (KRÖGER, 2001). Isso não significa que as famílias não participem dos cuidados, mas sim, que ao fazêlo, o fazem de acordo com suas condições e de forma cooperativa com o sistema formal de cuidados.

 

Por lei, o cuidado domiciliar é devido a todos os idosos que apresentem dificuldades para a realização das AVDs. De forma geral, as políticas voltadas para os idosos, na Dinamarca, procuram respeitar alguns aspectos principais, referentes a continuidade ao longo do ciclo de vida, maximização da utilização dos recursos pessoais e autonomia e valorização das experiências individuais. Com isso, são levadas em consideração as circunstâncias familiares envolvidas em cada caso, como por exemplo, a presença ou não de cônjuges gozando de boas condições de saúde. A primeira lei voltada para os cuidados domiciliares dos idosos frágeis data de 1958, tendo sido responsável por determinar que a administração local se responsabilizasse pela provisão de assistência aos idosos, de forma que os mesmos pudessem continuar a viver em seus próprios domicílios. Posteriormente a Lei dos Serviços Sociais (datada de 1972) ampliou as responsabilidades das administrações locais, ao estabelecer que os municípios deveriam tanto aferir a demanda quanto prover os serviços para os idosos demandantes de cuidados domiciliares.

De acordo com essa lei, os critérios de elegibilidade eram determinados pelo grau de perda de autonomia e independência dos idosos, de forma a que o apoio prestado atendesse aos princípios de promoção da independência dos idosos através da prestação de serviços domiciliares que os auxiliassem com as atividades da vida diária. Em termos de estrutura administrativa, a referida lei estabelecia a formulação da política em bases uniformes para toda a população, com o poder central tendo sua atividade limitada a determinar as diretrizes gerais e supervisionar a prestação dos serviços administrados e executados, em bases descentralizadas, através das administrações locais, o que permite interpretações diversas sobre a adequação dos serviços prestados...”

 

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“...Um ponto que merece destaque na política de cuidado aos idosos na Dinamarca refere-se ao seu caráter proativo: não são os idosos que no limite de sua capacidade funcional e instrumental e dos recursos familiares tangíveis procuram o Estado para ter acesso aos serviços; os serviços são disponibilizados pelo Estado que periodicamente procura avaliar as condições dos idosos de forma a que se consiga uma transição gradual e adaptativa entre uma situação marcada pela total independência e autonomia do idoso para uma situação de perda dessa autonomia e independência, associada com as crescentes dificuldades dos idosos para a realização das AVDs...”

 

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“...Na Dinamarca, as visitas domiciliares preventivas não funcionam apenas como uma ferramenta auxiliar no que tange à avaliação das condições dos idosos; fazem parte de um conjunto articulado de políticas voltadas para o cuidado de longo prazo dos idosos. Como forma de assegurar maior objetividade ao processo de identificação das demandas dos idosos, o sistema conta com a figura dos assessores para os cuidados domiciliares, constituídos, normalmente, por enfermeiras qualificadas, contratadas em tempo integral pelas autoridades locais para a realização dessa função. Estes assessores identificam um conjunto de serviços e benefícios especialmente desenhados para satisfazer as necessidades específicas de cada idoso demandante de cuidados de longa duração...”

 

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5343-03

 

Criteri di appropriatezza clinica, tecnologica e strutturale

nell’assistenza del paziente complesso

 

 Ministero della Salute, Italia, 2013

 

 

 

http://www.quadernidellasalute.it/download/download/23-settembre-ottobre-2013-quaderno.pdf

 

“...Paradossalmente si potrebbe affermare che gli indubbi grandi progressi del sapere medico degli ultimi decenni abbiano fortemente accelerato la necessità dei Sistemi Sanitari Nazionali di rifondare i postulati del proprio agire in modo scientificamente corretto, socialmente congruo e soprattutto economicamente sostenibile.

 

Una nuova medicina quindi, perché nuovi sono i bisogni di salute di un paziente radicalmente mutato: un paziente mediamente più vecchio (gli ultra 65enni, attualmente il 20,3% della popolazione, diverranno il 33% nel 2030; la decade di popolazione che cresce più rapidamente è quella tra gli 80 e i 90 anni; gli ultracentenari in Italia, attualmente 17.000, decuplicheranno entro 30 anni), che comporta un carico di patologie e disabilità,cio è di bisogni di salute, in costante incremento. In questo contesto non può sfuggire il dato che il 50% degli anziani con più di 65 anni assume più di 5 diversi farmaci al giorno; il numero delle persone disabili (attualmente 2.800.000) aumenterà entro il 2030 del 70%, superando   5 milioni. Questo, anche e fortunatamente, per la “guarigione con esiti” di tanti cittadini che sopravvivono a patologie fino a pochi anni orsono fatali (cosiddette “long survivors”).

 

La coesistenza di più patologie, spesso senza la possibilità di individuare quella prognosticamente e terapeuticamente più saliente (multimorbilità), è un’altra caratteristica dei nostri tempi, così come sta divenendo proporzionalmente meno importante l’agire medico incentrato su un approccio riduzionistico (malattia terapia guarigione) soverchiato dalla necessità di un approccio di sistema (persona definizione dei problemi qualità della vita); approccio di sistema in cui l’intero comportamento del tutto altro non è che il portato, ovvero “emergenza” delle interazioni (e non della semplice somma) delle singole componenti. Approccio utile, per non dire indispensabile, in particolar modo nelle patologie croniche che sono la vera problemática globale attuale e ancor più del futuro (il World Economic Forum há stimato in 47 trillioni di dollari la spesa per le patologie croniche nel 2030).

 

Nuovi bisogni di salute perché “nuovo” è il paziente, un paziente complesso...”

“...In quest’ottica di approccio integrato al paziente va sicuramente incentivata la ricerca sui principi ispiratori della “Systems Medicine” ovvero su approcci olistici integrati multidisciplinari (scienze biologiche e mediche in senso ampio – quindi comprendenti l’analisi approfondita delle componenti socioeconomiche e psicologiche – intorno alla persona, medical informatics e computer science, fino alla

modellizzazione matematica per l’ottimizzazione della sperimentazione clinica) che affrontino il paziente complesso con strumenti di analisi potenzialmente capaci di comprendere gli elementi strutturanti la complessità e quindi di suggerire strategie di ottimizzazione terapeutica e di gestione.

 

Questi approcci, del resto, hanno ricevuto particolare attenzione e rilevante finanziamento nelle fasi finali del 7° Programma Quadro della Commissione Europea e costituiscono una parte rilevante nella programmazione di “Horizon 2020”, il programma europeo di finanziamento alla Ricerca e Innovazione che coprirà il settennio 2014-2020. Alla ricerca biomedicale in senso stretto, con le caratteristiche di “olisticità” descritte, poi dovrà senz’altro affiancarsi un approccio severo all’analisi degli aspetti di sostenibilità gestionale finalizzato all’ottimizzazione dell’impiego delle risorse, sempre più limitate, per traslare best practices veramente innovative ed efficienti…”

  

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 5543-03

 

Calidad de los servicios de largo plazo para personas adultas mayores

con dependencia

 

CEPAL- EUROsociAL, 2014

 

http://repositorio.cepal.org/bitstream/handle/11362/36948/S1420237_es.pdf?sequence=1

 

 

“...Depender de terceras personas para la ejecución de un conjunto de actividades básicas de la vida diaria, tales como asearse, comer o desplazarse, puede colocar a los individuos en un estado de vulnerabilidad en lo relativo al ejercicio de sus derechos.

 

Hasta hace relativamente poco tiempo, incluso en los países con poblaciones muy envejecidas, El cuidado y la atención de las personas mayores con dependencia era un problema que se resolvia exclusivamente en el ámbito privado. Las familias, y dentro de ellas las mujeres, se ocupaban de prestar

apoyo y asistir a sus integrantes con dependencia. El internamiento en asilos, hogares o residências geriátricas fue, durante siglos y hasta bien entrada la década de 1980, la única prestación pública o privada disponible en caso que las familias no pudieran garantizar la protección suficiente...”

 

“...Desde la declaración de los Principios de las Naciones Unidas en favor de las Personas de Edad del año 1991, y en vigor a partir de la declaración política del Plan de Acción Internacional de Madrid sobre Envejecimiento del año 2002, el tratamiento de los derechos de las personas mayores en políticas y programas ha sufrido un cambio paradigmático (Huenchuan y Morlachetti, 2007; Flores-Castillo, 2013).

 

En la actualidad, el denominado enfoque de derechos, tal como fue acreditado por La Organización de las Naciones Unidas en la declaración política del Plan de Acción Internacional sobre El Envejecimiento de Madrid, 2002, proporciona una perspectiva conceptual y metodológica para La innovación de las políticas públicas dirigidas a las personas mayores...”

 

“...En un reciente documento de la Organización Panamericana de la Salud (OPS) sobre políticas para la región, se enfatizó la necesidad de encarar programas específicamente dirigidos a la atención de las enfermedades crónicas no transmisibles en los países de América Latina (OPS, 2012). Por su parte, La Declaración de Brasilia, surgida de la Segunda Conferencia Regional Intergubernamental sobre Envejecimiento en América Latina y el Caribe: hacia una sociedad para todas las edades y de protección

social basada en derechos, propone “la realización de intervenciones en la prevención y atención para mejorar el acceso a los servicios de tratamiento, cuidado, rehabilitación y apoyo a las personas de edad

con discapacidad” (CEPAL, 2011, pág.7)...”

 

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“...El rango de necesidades de cuidado puede variar desde niveles mínimos de apoyo para el desempeño de algunas actividades cotidianas hasta requerimientos de ayuda prácticamente totales para llevar adelante la vida diaria. Los lugares en los que se pueden satisfacer estas necesidades varían según las condiciones de salud, las preferencias y los valores individuales o familiares, los recursos económicos y familiares disponibles o la localización geográfica, así como la oferta pública y privada existente. En general, los sitios posibles para recibir el apoyo o los cuidados pueden ser el mismo hogar de los usuarios, entornos comunitarios, ámbitos residenciales con facilidades de asistencia o instituciones con elevada intensidad de cuidados (IOM, 2001)...”

 

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“...El financiamiento de los servicios de largo plazo para personas con dependencia varía en los distintos países. Sin perjuicio de ello, en la experiencia internacional algunos aspectos son comunes. En primer lugar, los servicios socio-sanitarios de largo plazo para la dependencia, de más de 90 días de permanencia, no son incluidos en el presupuesto de la cobertura de los servicios de salud. Los sistemas de atención médica se focalizan en la prestación de servicios de promoción de la salud y en La prevención, el tratamiento y la rehabilitación de afecciones, ofreciendo solamente cuidados contínuos hasta los 90 días posteriores a una enfermedad aguda. Asimismo, los servicios de atención médica asisten a los pacientes que reciben cuidados por tiempo prolongado para la dependencia en cualquiera de los entornos residenciales en los que viven: domicilio, residencias de pequeños hogares o instituciones

de larga estadía. Es decir, las personas mayores con dependencia cuentan con dos tipos distintos de cobertura: i) la cobertura de salud tradicional, que es para la toda la población, y ii) la cobertura de los servicios socio-sanitarios por tiempo prolongado. Los dos sistemas se complementan para la atención integral de los pacientes con dependencia...”

 

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La protección social a la vejez en América Latina

 

“...Como ya se ha planteado, en los regímenes de protección social “familistas” los cuidados de largo plazo para personas con limitaciones permanentes y dependencia son responsabilidad prácticamente exclusiva de las familias de quienes las sufren. Hasta el momento, la mayoría de los Estados de los países latinoamericanos suelen intervenir de manera subsidiaria: ofrecen asistencia a personas mayores com dependencia solamente si carecen de soporte familiar y además disponen de insuficientes recursos económicos. Es decir, excluyen de sus prestaciones a amplios sectores de las clases medias o medias bajas que no califican para la asistencia pública...”

 

“....El concepto de des-familiarización hace referencia al establecimiento de sistemas de protección pública integrales que atienden de manera colectiva necesidades que en las modalidades tradicionales

eran asumidas exclusivamente por las familias. La des-familiarización no debe ser considerada uma política “anti-familia” sino una vía de liberar al individuo de reciprocidades familiares o conyugales para

la satisfacción de sus necesidades (Sunkel, 2006). Por un lado, la des-familiarización beneficia a las mujeres, porque las emancipa de parte de su carga doméstica y promueve su independencia econômica al  facilitar su inserción en el mercado laboral. Por otra parte, ofrece condiciones de equidad para La satisfacción de sus necesidades a las personas mayores con dependencia que carecen de apoyo familiar

suficiente o desean mantener su independencia sin representar una carga que puede ser excesiva para sus familiares, y pertenecen a los heterogéneos sectores medios...”

 

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Situación actual de la cobertura del riesgo de fragilidad y

dependencia en países de América Latina

 

“...Hasta el momento, la inserción institucional de los servicios de largo plazo es de diversa índole en los distintos países de la región, así como también es diversa la extensión de la cobertura, La variedad de las prestaciones que ofrecen y la orientación que los inspira. Sin perjuicio de ello, se puede señalar que en general prima la oferta fragmentada y parcial de prestaciones, debido a que hasta ahora no existe legislación dirigida a asegurar de manera solidaria el riesgo de dependencia y necesidad de cuidados de largo plazo de las poblaciones adultas mayores latinoamericanas así como establecer su inclusión en los sistemas nacionales de protección social a la vejez.

 

El servicio más difundido son las instituciones estatales de larga estadía para personas en situación de pobreza, y las privadas dirigidas a personas adultas mayores con distintos niveles de dependencia que tienen capacidad de pago, o coberturas de seguros públicos o privados. También están extendidos los clubes de personas mayores y, en menor medida, los centros diurnos para personas con algún grado de dependencia. El andamiaje institucional que sostiene esta programación es también débil y no existen fondos específicos que financien la extensión universal de su cobertura (Huenchuan, 2011)...”

 

El cambio de paradigma en los programas

para la dependencia en América Latina

 

“...Durante la primera década del siglo XXI, varios países de la región introdujeron legislación general o

específica referida a los deberes asumidos por los Estados en relación con la calidad de vida y El bienestar de las personas mayores siguiendo los lineamientos del Plan de Acción Internacional de Madrid 2002 y de las recomendaciones efectuadas por las reuniones gubernamentales de seguimiento del Plan Madrid convocadas por CEPAL en la región. Una de las características compartidas en esta legislación es que la responsabilidad estatal trasciende su exclusiva focalización sobre la cobertura en materia de ingresos monetarios y de acceso a planes de salud tradicionales. En general, las nuevas normas se orientan hacia el reconocimiento estatal de los derechos de los adultos mayores a recibir servicios que les faciliten mantener con dignidad y autonomía su vida cotidiana, según las preferencias, estilos o creencias que han sostenido a lo largo de sus biografías. Entre las dimensiones que se mencionan con más frecuencia, las nuevas orientaciones involucran la intervención estatal en la defensa de los derechos de los adultos mayores, en la protección ante situaciones de abuso o maltrato, en el desarrollo de entornos accesibles y en la atención de la dependencia...”

 

“...Un rasgo común en la región es que las políticas públicas y la prestación estatal en materia de dependencia se mantiene focalizada en los sectores más vulnerables de las poblaciones de adultos mayores: los que sufren abandono o abuso, los pobres e indigentes sin familia o los grupos étnicos desaventajados11, entre los que más se reiteran en las normas consultadas. La extensión de la protección social a la vejez hacia la cobertura del riesgo de dependencia y necesidad de cuidados es una de las metas propuestas por CEPAL (2013) para los países de la región que todavía es de cumplimiento pendiente. La variedad de los servicios es, por su parte, un indicador de calidad de las prestaciones debido a que garantiza el derecho inalienable de las personas adultas mayores a elegir la opción que más se adecúa a sus preferencias y estilos de vida, motivo por el cual constituye una dimensión de corte para el análisis...”

 

 

***

 

 1760-03

 

REPORT. LONG-TERM CARE TASK FORCE ON RESIDENT CARE AND SAFETY

 

Ontario Long Term Care Association (OLTCA),

LONG-TERM CARE TASK FORCE ON RESIDENT CARE AND SAFETY, 2012

 

 

http://longtermcaretaskforce.ca/images/uploads/LTCFTReportEnglish.pdf

 

 

“…On November 18, 2011, the Ontario Long Term Care Association (OLTCA), the Ontario Association of Non-Profit Homes and Services for Seniors (OANHSS), the Ontario Association of Residents’ Councils (OARC) and Concerned Friends of Ontario Citizens in Care Facilities created the Long-Term Care Task Force on Resident Care and Safety in response to media reports of incidents of abuse and neglect in long-term care homes and underreporting of these incidents. These organisations shared the concerns of the public and the Minister of Health and Long-Term Care about resident care and safety.

Independent of government, the Task Force was made up of a wide range of representatives from the long-term care sector: Family and Residents’ Councils, nurses, long-term care physicians, personal support workers, unions, long-term care provider associations and advocates. The Task Force’s external chair was Dr. Gail Donner, former Dean and Professor Emerita, Lawrence S. Bloomberg Faculty of Nursing, University of Toronto…”

 

“…The Task Force believes that long-term care is a highly specialised area that focuses on the care of a diverse group of residents with complex conditions and needs. Long-term care requires specialised leaders and skilled staff to care for some of the most vulnerable people in our society. Residents have the right to courtesy and respect, excellent care in a safe environment, and protection from abuse and neglect. Everyone should know how to report abuse and neglect and do so without fear of reprisal. Long-term care homes should do all in their power to ensure that these rights are upheld.

Ontario has strong legislation to support the care and safety of long-term care residents and to prevent abuse and neglect. Strong laws are an excellent and necessary beginning but, clearly, they are not enough to eliminate abuse and neglect in all long-term care homes. The Task Force listened to the voices of residents, families, staff, advocates and other stakeholders, confirmed the reasons why abuse and neglect occur, and identified 18 actions to improve the care and safety of residents in long-term care homes…”

 

 ***

 

 

 5703-03

 

CONSULTA DE OPINIÓN SOBRE LAS POLÍTICAS DE CUIDADO

DE PERSONAS DEPENDIENTES EN AMÉRICA LATINA:

 

Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL), 2012

 

http://www.cepal.org/oig/noticias/noticias/1/47401/OIG_Cosulta_de_opinion_final.pdf

 

 

 

“...En general, en la región se evidencia la falta de políticas públicas de cuidado, cuyo alcance varía

significativamente según condición social, etnia o situación geográfica (Rodríguez Enríquez, 2005). Al

mismo tiempo, se observa que el cuidado recae fundamentalmente como responsabilidad de los

hogares y la provisión pública es simplemente un complemento para aquellos hogares que no pueden

resolverlo por sí mismos. Esto trae aparejado, la tendencia a la focalización de estos servicios en la

población que más lo necesita: subsidios a madres solas con hijos e hijas menores, subsidio a la

provisión privada de servicios de cuidado, sistemas de pensiones no contributivas para mayores de 70

años en condición de pobreza, subsidios para madres de más de siete hijos, entre otros.

En este contexto, no obstaste el ingreso de las mujeres al trabajo remunerado, la institucionalidad

vigente continua reforzando la naturalización del modelo de cuidado como virtud de las mujeres.

Efectivamente, la normativa2 da cuenta de este fenómeno al estructurar mayormente las licencias

para cuidado infantil, los subsidios por maternidad, e incluso la disponibilidad de guarderías

vinculándolas al trabajo de las mujeres...”

 

“...El reconocimiento acerca de la importancia de inscribir los servicios de cuidado como parte de los

esfuerzos por favorecer la igualdad entre hombres y mujeres es reciente, entendiendo que todas las

personas tienen derecho al cuidado y que le corresponde al Estado establecer las normas para que

esta tarea estratégica desde el punto del desarrollo no recaiga sobre el tiempo gratuito de las mujeres. Estamos pues ante un cambio de paradigma que aun no cristaliza pero que ya muestra

señales alentadoras (Montaño, 2012).

 

Países como Uruguay que discute una propuesta para el diseño de un Sistema Nacional de Cuidados,

o Costa Rica que desde 1999 cuenta con la Ley Integral para la Persona Adulta Mayor (No. 7.935) han

avanzado en esta materia. De la misma forma Chile que durante el gobierno de Michelle Bachelet

(2006-2010) creó el Programa Chile Crece contigo destinado a garantizar guarderías y salas cunas a

niños y niñas pertenecientes al 40% mas pobre; Panamá que mediante la Ley 54 de 1999 reforma el

Régimen del seguro voluntario de la Caja del Seguro Social, para integrar a la persona que se dedique

a la atención de su familia. Otras iniciativas significativas son el reconocimiento del trabajo no

remunerado en las Constituciones de la República Bolivariana de Venezuela (1999), Ecuador (2008), el

Estado Plurinacional de Bolivia (2009) y República Dominicana (2010)...”

 

“....Las mujeres, madres, abuelas y hermanas siguen siendo junto a las trabajadoras domésticas –mal

remuneradas– las principales responsables de una labor que desde el punto de vista de la economía

feminista debiera entenderse como un pilar fundamental el desarrollo productivo y más

concretamente de la productividad. Mientras el 12% de la fuerza laboral femenina trabaja en el

empleo doméstico, apenas el 1% de los hombres lo hace. Esto muestra con claridad cómo el trabajo

reproductivo o de cuidado se extiende al mercado laboral convirtiéndose en la doble carga o doble

jornada que ubica a las mujeres más pobres en víctimas de la división sexual del trabajo dentro de sus

hogares, en el mercado laboral interno y en el mercado de cuidado internacional crecientemente

atendido por mujeres migrantes (Tobío, 2011, citado por Montaño, 2012).

 

Es reciente el reconocimiento acerca de la importancia de inscribir los servicios de cuidado como

parte de los esfuerzos por favorecer la igualdad entre hombres y mujeres, entendiendo que todas las

personas tienen derecho al cuidado y que le corresponde al Estado establecer las normas para que

esta tarea estratégica desde el punto del desarrollo no recaiga sobre el tiempo gratuito de las

mujeres. Estamos pues ante un cambio de paradigma que aun no cristaliza pero que ya muestra

señales alentadoras...”

 

xxxxxxxxxxxx

 

 

3.1. La situación actual: ¿quiénes cuidan a las personas dependientes?

 

“...Las personas consultadas tienen una visión casi unánime sobre la identidad de los responsables de

cuidar a los niños, adultos mayores, personas con discapacidad o enfermas crónicas: más de nueve de

cada diez coinciden en que esa responsabilidad es asumida por las mujeres de la familia (véase el

gráfico 1). El porcentaje de quienes opinan que los principales responsables son los hombres de la

familia o las instituciones estatales es muy bajo (4% y 3% respectivamente).

 

La percepción del papel de las mujeres en el cuidado de las personas dependientes es similar entre

mujeres y entre hombres: 94% de ellas y 88% de ellos señalan que en su país de residencia son las

mujeres las que se ocupan del cuidado. Entre los hombres una pequeña minoría (6%) considera que la

principal responsabilidad del cuidado la asumen los hombres de la familia; sólo el 1% de las mujeres

comparte esa visión. Casi nadie considera que la comunidad o las instituciones privadas sean los

principales responsables del cuidado de personas dependientes en su país de residencia. Entonces:

(casi) todas las personas consultadas coinciden en que las mujeres asumen hoy la responsabilidad de

cuidar a las personas dependientes de su familia...”

 

xxxxxxxxx

 

3.2. ¿Quiénes deberían cuidar (y pagar)?

 

...Actualmente las personas dependientes son cuidadas por las mujeres de la familia. ¿Cuál sería la

situación deseable? Se mencionaron a los consultados varias instituciones que podrían hacerse cargo

del cuidado de personas dependientes: los servicios públicos del Estado, los familiares, las

organizaciones comunitarias y barriales, y los servicios del sector privado. La mayoría de los

consultados está de acuerdo con que las tres primeras se ocupen de parte o de todo el cuidado de las

personas dependientes (véase el cuadro 2). Los servicios del sector privado, en cambio, reciben

opiniones más divididas: el 47% está de acuerdo en que parte del cuidado de las personas

dependientes puede estar a cargo del sector privado, el 24% no está de acuerdo ni en desacuerdo y el

28% está en desacuerdo con la participación del sector privado en esta área...

 

 

...El 70% de los consultados está “muy de acuerdo” con que los servicios públicos del Estado se ocupen

del cuidado de las personas dependientes. En segundo lugar aparecen los familiares, el 42% está

“muy de acuerdo” con que los familiares se hagan cargo. Las organizaciones comunitarias y barriales,

en cambio, ocupan un lejano tercer lugar; apenas el 23% apoya vigorosamente su participación en el

cuidado de personas dependientes. En resumen: según esta consulta, la responsabilidad hoy recae

casi exclusivamente en las mujeres de la familia, pero los servicios públicos del Estado deberían tener

un papel muy activo, incluso más que el de los familiares. Estas respuestas muestran además una

pauta que se repetirá a lo largo de todo este informe: en un clima de opinión que muestra grandes

convergencias, los juicios que muestran más matices son las respuestas “muy de acuerdo”...

 

 

***

5652-03

Long-term care beds in institutions and hospitals

 

OECD Indicators, Health at a Glance 2011

 

 

 

http://www.oecd-ilibrary.org/docserver/download/8111101ec072.pdf?expires=1434234976&id=id&accname=guest&checksum=B007D7D76A58D59D685147F010A319BA

 

 

“…Long-term care institutions refer to nursing and residential care facilities which provide accommodation and long-term care as a package. Beds in adapted living arrangements for persons who require help while guaranteeing a high degree of autonomy and self control are not included. For international comparisons, beds in rehabilitation centers are also not included.

 

However, there are variations in data coverage across countries. Several countries only include beds in

publicly-funded LTC institutions, while others also include private institutions (both profit and non-forprofit). Some countries also include beds in treatment centers for addicted people, psychiatric units of

general or specialised hospitals, and rehabilitation centers...”

 

 “…The number of beds in long-term care (LTC) institutions and in LTC departments in hospitals provides a measure of the resources available for delivering LTC services to individuals outside of their home. Long-term care institutions refer to nursing and residential care facilities which provide accommodation and long-term care as a package.

 

They include specially designed institutions or hospitallike settings where the predominant service component is long-term care for people with moderate to severe functional restrictions. On average across OECD countries, there were 44 beds in LTC institutions and 6 beds in LTC departments in hospitals

per 1 000 people aged 65 and over in 2009…”

“…While most countries report very few beds allocated for LTC in hospitals, some countries continue to use hospital beds quite extensively for LTC purposes. In Korea, there are nearly as many LTC beds in hospitals as there are in dedicated LTC institutions. However, the number of beds in LTC institutions has increased in recent years, especially following the introduction of Korea’s public long-term care insurance programme in 2008. In Japan, there is also a fairly large number of hospital beds that have traditionally

been used for long-term care, but there have also been recent increases in the number of beds in LTC institutions.

 

Among European countries, Finland and Ireland maintain a fairly large number of LTC beds in hospitals. In Finland, local governments are responsible for managing both health and long-term care services, and have traditionally used hospitals to provide at least some long-term care. In both Finland and Ireland, there has been however a recent rise in the number of beds in LTC institutions which has been accompanied by a reduction in LTC beds in hospitals.

 

Many other OECD countries have developed the capacity of LTC institutions to receive LTC patients once they no longer need acute care in hospitals, in order to free up costly hospital beds. The number of LTC beds in institutions has increased more rapidly than the number of LTC beds in hospitals in most countries (Figure 8.7.2). It has grown particularly quickly in Korea and Spain, although it started from a relatively low level and still remains well below the OECD average.

 

In Australia also, the number of beds in institutions has increased rapidly over the past ten years. In Sweden, both the number of LTC beds in hospitals and in LTC institutions has declined slightly over the past decade, although the capacity still remains the highest of all countries. Sweden has implemented various measures in recent years to promote home-based care, including the use of cash benefits to promote home living and the expansion of community-based LTC (Colombo et al., 2011).

 

Providing LTC in institutions is generally more expensive than home-based care, if only because of the additional cost of board and lodging. However, depending on individual circumstances, a move to LTC institutions may be the most appropriate and cost-effective option, for example for people living alone and requiring round the clock care and supervision (Wiener et al., 2009) or people living in remote areas with limited home-care support…”

 

***

 

 

5135-03

 

DEMENTIA IN THE AMERICAS. CURRENT AND FUTURE COST AND PREVALENCE OF ALZHEIMER’S DISEASE AND OTHER DEMENTIAS

 

 ADI/Bupa report, 2013

 

https://www.alz.co.uk/sites/default/files/pdfs/dementia-in-the-americas-ENGLISH.pdf

 

“…Dementia, including Alzheimer’s disease, is one of our biggest public health challenges. Today, over

35 million people worldwide currently live with the condition and this number is expected to double by

2030 and more than triple by 2050 to 115 million.

 

The increase in the number of people living with dementia will be most stark in low and middle income countries which will account for more than two thirds of cases by 2050. The Americas – specifically Latin America – is a region that will be most impacted by the shift, where cases will rise from more than 7.8 million people today to over 27 million by 2050. We estimate that dementia cost the Americas US$235.8 billion dollars in 2010 for informal care, direct medical care and social care, and that these costs will spiral as numbers increase…”

 

“…Currently, 58% of all people with dementia live in low and middle income countries. This is expected to rise to 71% by 2050. Over the next 20 years, we forecast that there will be a 40% increase in the number of people with dementia in Europe, a 63% increase in North America, a 77% increase in the southern Latin American cone (e.g. Argentina and Chile) and an 89% increase in the developed Asia Pacific countries. These figures are to be compared with 117% growth in East Asia, 107% increase in South Asia, a 134 to 146% increase in the rest of Latin America, and a 125% in North Africa and the Middle East…”

 

“…From 2010 to 2050, numbers of people with dementia will increase by 151% in North America, by 210% in the Southern Cone, by 214% in the Latin Caribbean countries, by 237% in the non-Latin Caribbean, by 414% in Mexico, by 422% in Brazil, by 445% in the Andean area, and by 449% in the Central American Isthmus. These different rates of increase in numbers of people with dementia reflect the different pace of population ageing in these regions...”

 

***

 

 

4297-03

An uncertain age: Reimagining long term care in the 21st century

KPMG INTERNATIONAL, The Lien Foundation, 2013

 

https://www.kpmg.com/TW/zh/IssuesAndInsights/Articles-and-Publications/Documents/2013-kpmgbiotech-tl/an-uncertain-age-2013.pdf

 

 

 

“…Few if any societies have truly faced up to the magnitude of the long term elderly care crisis. if this system fails it will have devastating consequences for elderly individuals, their families, the economy and wider society. Without swift action, such a gloomy outlook is probable rather than possible.longevity may be an outstanding social achievement, but it brings with it large increases in disabilities and chronic conditions that could overwhelm formal and informal care networks.

Giving the elderly a decent and dignified life is one of the biggest challenges facing governments everywhere as they struggle to provide housing, medical services, transportation, nursing and home care.

Compared to other areas of healthcare, long term elderly care has received very little attention. therefore, as part of its mission to foster excellence in eldercare, the lien Foundation commissioned KPMG to research the existing state of long term care and look at innovative new models of best practice that can meet the rapidly increasing demand with available financial, human and physical resources…”

x x x

“….The specter of an aging society is creeping up on the worlds’ economies. this critical phenomenon has the potential to overwhelm entire health systems and new approaches are needed fast.

Having sought the views of some of the world’s leading thinkers on the subject, it is apparent that there is no single, breakthrough idea. However, our search has come up with a number of highly innovative and interesting approaches that together can form the building blocks of a new era in elderly care. as with all complex interventions, many of these blocks have to be put in place concurrently, which calls for a high level of implementation expertise. three findings stand out as being critical and relevant to every society, regardless of where they have progressed in their journey:

Firstly, the debate over finance threatens to obscure the scale and gravity of the overall challenge. nevertheless, funding is a critical issue, as most governments are cash-strapped and the next generation may be unable or unwilling to foot the bill for care. increasingly innovative new mixes of public and private finance are needed, along with new ways to allow older people to save more for retirement.

Secondly, care should be redesigned to break down organizational boundaries through greater integration. the medical model has to change in favor of a new philosophy and practical methods that pay more attention to people’s needs and aspirations, rather than to the treatment of disease.

And finally, given the societal impact of elderly care, the discussion should take center stage and involve government, private and non-governmental bodies and providers, as well as the wider public. only through such wide scale involvement is it possible to address the critical issues of public policy, models of care, housing and personal preparation for old age…”

 

***

5957-03

 

Rio Declaration “Beyond Prevention and Treatment:

Developing a Culture of Care in response to the Longevity Revolution”

 

International Longevity Center, ILC - Brazil

 

 

 

http://www.ilcbrazil.org/wp-content/uploads/2014/03/rio_declaration_English.pdf

 

 

“More and more people throughout the world are reaching much older age. While most enjoy active lives, increasing numbers will require care for disabilities produced by diseases that cannot be cured. Chronic conditions are lengthy and require a continuum of care services throughout the life course. The global disease burden has now changed but health systems are still largely focused on cure and are not sufficiently orientated to provide care for all those who need it. However much is achieved in terms of prevention and treatment, accompanying the longevity revolution is an added imperative: to develop a culture of care that is sustainable, affordable, compassionate and universal. We understand that the contexts in which care provision is needed are culturally diverse and undergoing rapid change. Smaller, more complex and geographically more dispersed family networks are becoming less able to provide care without additional reinforcement. There is a growing global crisis of “family insufficiency”.”

 

Xxxx

 

“...

1. We signal the need for a fundamental shift in the paradigm and call for the laying of the foundation of a global “culture of care” that places the person – as both the receiver and provider of care – at its very heart and promotes intergenerational dialogue and solidarity.

 

2. We reaffirm the United Nations Principles for Older Persons and fully endorse their emphasis on independence, dignity, self-fulfillment, participation and care. These principles should be embedded in all actions on care.

 

3. We urge governments, intergovernmental agencies, civil society, and the private sector to respect, protect and guarantee the human rights of older persons who may have a reduced capacity to effectively exercise these rights due to frailty, cognitive impairment, disability or isolation...”

 

***

 

Tags:  Cuidados de Longo Prazo;  Envelhecimento com Dependência;  Assistencia à Pessoa Idosa Dependente; Cuidado A Largo Plazo; Envejecimiento con la dependencia; Asistencia a los mayores dependientes; Cura di Lungo Termine; Invecchiamento con dipendenza; Assistenza per anziani non autosufficienti; Long Term Care; Aging with dependence; Assistance to the Dependent Elderly.

 

 

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  • Tressa
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