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21 – Grupo da Tríplice Aliança pela Difusão da Cultura de Não Contenção da  Pessoa Idosa Dependente

21 – Grupo da Tríplice Aliança pela Difusão da Cultura de Não Contenção da Pessoa Idosa Dependente (1)

 

Este espaço temático mais específico do site gerontologiaonline é dedicado à difusão da “Cultura de não Contenção” da pessoa idosa dependente.

 

Estamos seguindo os caminhos já deflagrados por diversos movimentos ao redor do mundo, e representamos o “Grupo da Triplice Aliança”, um projeto de parceria criado em Junho de 2014 por profissionais de três cidades: Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; Trieste, Itália; Buenos Aires, Argentina.

 

Hoje trazemos a questão referente ao uso de meios de contenção na pessoa idosa que apresenta uma síndrome demencial a partir de uma perspectiva oposta ao campo da problematização: o campo que aponta para o horizonte das “Intervenções Alternativas Possíveis”.

 

* * *

Nas últimas semanas uma notícia tem causado grande impacto na mídia leiga e nas redes sociais: a possibilidade de descoberta de uma nova perspectiva farmacológica para o tratamento precoce da doença de Alzheimer.

Trata-se da divulgação de um estudo norte americano que descobriu que uma classe farmacológica de medicamentos utilizados para a imunossupressão de pacientes que recebem transplante de órgãos sólidos poderia atuar também em um dos aspectos já conhecidos da cascata fisiopatológica relacionada ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. (36) (37)

“Analysis of American medical records has shown that

a treatment taken daily by people who have had organ transplants

to prevent organ rejection may also protect against Alzheimer’s disease.” (37)

 

Isso sem dúvida é um avanço científico espetacular, mas corre-se o risco de que seja mais um elemento a alimentar o inconsciente coletivo, tanto leigo quanto profissional, quanto à possibilidade de acesso a soluções “mágicas” para as questões complexas relacionadas à produção da saúde humana e ao desenvolvimento das doenças.

As condições crônicas em geral, e que podem ser bem exemplificadas por condições tais como o diabetes ou a hipertensão arterial são fenômenos complexos e multifacetados, e dificilmente podem ser resolvidos definitivamente ou ser melhorados radicalmente pela intervenção em um único elemento da equação. O mesmo pode ser dito em relação à doença de Alzheimer e as demências correlatas.

Entretanto, enquanto as pesquisas na área farmacológica recebem sistemàticamente bilhões de dólares em investimento, a área de pesquisas em intervenções não farmacológicas ainda enfrenta muitas dificuldades para receber atenção, financiamento, divulgação e suporte para a sua aplicação no campo prático.

 

* * *

 

“...Mientras no se consigan avances significativos en los fármacos, las terapias no farmacológicas seguirán siendo indispensables para mejorar la calidad de vida de pacientes, familiares y profesionales, comentó Javier Olazarán, neurólogo de la Fundación CIEN en el IV curso de formación multidisciplinar en demencias neurodegenerativas organizado por la UIPA y el Departamento de Psicología Básica I de la UNED...” (15)

 

“...El cuidado en enfermedades crónicas debe estar basado en actuaciones consensuadas, coordinadas y continuadas que estén centradas en la persona y su enfermedad. Estos cuidados deben estar basados no sólo en datos científicos, sino también en la experiencia, el sentido común y los valores del paciente y de sus allegados. El objetivo de los cuidados deber ser aliviar los síntomas de la enfermedad y mejorar la calidad de vida tanto de la persona con demencia como del cuidador...” (15)

 

 

* * *

 

As manifestações comportamentais de pessoas que apresentam a doença de Alzheimer ou demências correlatas são um dos principais motivos relacionados à utilização de meios de contenção, sejam eles de ordem física mecânica farmacológica ou ambiental, aplicados muitas vezes com uma clara intenção de proteção do indivíduo contra possíveis riscos ou com a intenção de redução da expressão de sintomas atribuídos à doença em si.   

O uso de meios de contenção fere princípios éticos e relacionados aos direitos humanos fundamentais, não encontra respaldo em evidências científicas, está associado à má prática assistencial e se relaciona a efeitos danosos de ordem clínica, emocional e social.

 

 

Mas o que poderia ser feito por uma pessoa que perambula sem ter aparentemente um propósito definido, com quem desperta inúmeras vezes de madrugada para procurar por algo que não existe concretamente, com quem apresenta problemas sérios de equilíbrio e insiste em caminhar sozinho e sem apoio, com aqueles que manifestm o seu desconforto físico através de agitação psicomotora ou de vocalizações sem nexo aparente?

Como seria possível prevenir a ocorrência das chamadas “reações catastróficas”?

 

Um quadro de agitação psicomotora deve ser silenciado ou pode estar sinalizando uma demanda não reconhecida?

A carência de recursos humanos para a prestação de suporte e cuidado adequado a uma pessoa idosa demenciada e dependente, é uma circunstância que poderia conferir uma “legitimidade moral” para a utilização de um meio de contenção que vise prevenir algum risco específico?

 

* * *

 

As demandas não atendidas de pessoas que encontram uma grande dificuldade para se comunicar com o ambiente que as circunda são responsáveis com freqüência pela expressão de comportamentos reativos a essa condição.

Desta forma, tentar compreender as demandas reais do indivíduo e ampliar as oportunidades para que elas sejam livremente expressadas e atendidas pode fazer uma grande diferença no nível de possibilidades que ele dispõe para encontrar uma condição que lhe propicie mais equilíbrio conforto e bem estar. 

É por dentro deste território que transitam as chamadas Terapias Não Farmacológicas (TNF) ou Non Pharmacological Therapies (NPT) que englobam uma série de possibilidades de intervenção, algumas ligadas à promoção global da saúde e da percepção de qualidade de vida e bem estar através do investimento em aspectos psicossociais ou funcionais, e outras, a metodologias que se propõem ao tratamento ou à reabilitação de aspectos mais específicos.

 

* * *

 

“...Dos enfoques inseparables: El médicos y el no farmacológico Los enfoques médicos y los no farmacológicos forman parte de manera indisoluble del cuidado de las personas que viven con demencia. Sin embargo, los profesionales a menudo suelen hacer distinción entre las situaciones sanitarias que requieren atenciones médicas y aquellas otras que estarían mejor tratadas mediantes enfoques no farmacológicos, obligando a elegir entre uno u otro enfoque...” (16)

 

* * *

Dentre o leque de possibilidades que englobam as Intervenções e as Terapias Não Farmacológicas para as pessoas com demência certamente as que se relacionam mais estreitamente a práticas assistenciais que defendam a “não contenção”, se direcionam aos aspectos comportamentais.

A presença destes transtornos está associada a uma maior possibilidade de desenvolvimento da síndrome de “burnout” nos cuidadores, sejam eles familiares ou profissionais, e demanda ações de cuidado mais personalizadas e especializadas.

Vale comentar que um dos transtornos comportamentais de maior prevalência associado à Doença de Alzheimer se refere à “apatia”, e que esta síndrome, que freqüentemente não causa uma situação de maior tensão no ambiente de cuidados, é responsável por síndromes hipocinéticas severas, com o aumento do risco de disfuncionalidade motora e metabólica e com a potencialização do nível de desconexão do indivíduo com o seu universo circundante. É uma síndrome particular que torna o indivíduo mais frágil e vulnerável reduzindo a sua capacidade de deflagrar reações adaptativas perante os desafios que enfrenta.

Se por um lado associamos simbòlicamente o uso dos meios de contenção às manifestações comportamentais consideradas mais exuberantes e desafiadoras, a hipotonia e a disfunção relacionadas à apatia também induzem freqüentemente ao uso de “medidas restritivas de proteção” que podem agravar a cascata de disfunção.

 

* * *

  

Nesta apresentação feita por Henry Brodaty  no Congresso da Alzheimer’s Australia de 2011 são discutidos alguns itens que merecem uma apreciação em destaque. (03) (01)  

 

Non-pharmacological interventions for dementia (03)

https://fightdementia.org.au/sites/default/files/2011_Nat_AAconference_Brodaty2.pdf

 

Henry Brodaty dirige o “Dementia Collaborative Research Centre” na Australia, preside atualmente a “International Psychogeriatric Association”, tendo também exercido a presidência da “Alzheimer's Disease International”.

 

* * *

Os transtornos comportamentais são uma da sintomatologia de grande prevalência em indivíduos que apresentam demência. 

Este é certamente um tema muito desafiador para o desenvolvimento de programas assistenciais pautados pela qualidade, para os profissionais envolvidos com a prestação da assistência direta, para os familiares que cuidam, e para a pessoa que apresenta um quadro demencial.

E é exatamente por isso que hoje estaremos divulgando alguns materiais elaborados por uma iniciativa do governo Australiano com o apoio da “Alzheimer’s Australia”, direcionados a fornecer suporte para os profissionais e para a comunidade em questões relacionadas ao cuidado das pessoas que vivem com esta condição.

Trata-se de alguns manuais técnicos e guias de orientação para familiares e cuidadores desenvolvidos pelo “The Dementia Behaviour Management Advisory Services (DBMAS)”. (19) (20) (21)

 

“...The Australian Government funds the South Australian Dementia Behaviour

Management Advisory Services (SA DBMAS) which is one of eight centres nationally

that provides information, advice and support to improve the quality of life of people

with dementia and their carers where the behaviour of the person with dementia

impacts on their care...” (21)

 

“...The Australian Government is committed to improving the health of all Australians,

ensuring they have access to high quality health services and supportive care services.

Through the Dementia Initiative, the Australian Government aims to strengthen the

capacity of the health and aged care sectors to provide appropriate evidence-based

prevention and early intervention, assessment, treatment and care for people

with dementia...” (21)

 

Estas iniciativas incorporam a idéia de que é preciso investir muito nas pessoas, em seu ambiente, em seus potenciais remanescentes e em suas possibilidades mais globais, além de se oferecer a terapêutica farmacológica indicada para a doença que elas apresentam. 

Isso representa uma parceria terapêutica sinérgica capaz de ampliar os resultados benéficos das propostas de intervenção. É uma forma de se investir nos “Cuidados Centrados na Pessoa”, em propostas cuidadoras habilitantes, reduzindo o risco de ocorrência de manifestações comportamentais relacionadas às dificuldades que o indivíduo encontra para se comunicar e interagir com o seu meio. É uma proposta que defende a mudança cultural nas estratégias de intervenção e tratamento ampliando o compromisso do plano terapêutico. (31)

 

“...Effective agitation management could in theory improve

the quality of life of people with dementia and their caregivers,

reduce distress, decrease inappropriate medication, enable positive relationships

and activities, delay institutionalisation and be cost-effective...” (02)

 

“...Provide an environment that encourages spontaneous activities and supports persons in facilitating their own activities when they choose. Being able to maintain activities one enjoyed throughout one’s life can help a person during the transition period helping the person adjust to the new home. A change of scenery is important for some; consider involvement in activities both within the care home as well as the broader community...” (31)

 

 

Proporcionar ao indivíduo uma ocupação agradável e mais propositiva pode auxiliar a inserir significados na sua vida cotidiana reduzir o seu nível de stress e ampliar o seu potencial de adaptação ao ambiente de entorno. (31)

Este é um dos conteúdos de base desta série de manuais australianos que valorizam o uso da atividade como um meio para intervenções terapêuticas, de cuidado, e de promoção da saúde e do bem estar. Um deles apresenta um recorte cultural muito específico, sendo dirigido à comunidade étnica tradicional de Aborígenes da Austrália e outro propõe algumas atividades ocupacionais e de lazer dirigidas aos homens. (22) (24)

 

* * *

 

6072-03

Behaviour Management - A Guide to Good Practice. Managing Behavioural and Psychological Symptoms ofDementia (BPSD) (20)

* * *

 

6073-03

 

ReBOC .Reducing Behaviours Of Concern. A Hands On Guide.

A resource to assist those caring for people living with dementia. (21)

http://dbmas.org.au/uploads/resources/SA_DBMAS_REBOC_Guide_2012.pdf

 

 

* * *

 

6074-03

Dementia. THINGS TO DO. ACTIVITY IDEAS FOR CARERS (22)

http://dbmas.org.au/uploads/resources/Dementia_things_to_do_Activity_resource_for_carers.pdf

 

 

* * *

6075-03

Gardens that Care: Planning Outdoor Environments for People with Dementia (23)

http://dbmas.org.au/uploads/resources/101796_ALZA_Garden32pp_LR.pdf

 

* * *

 

6076-03

Activity guidelines for health professionals working with male clients with dementia (24)

http://dbmas.org.au/uploads/resources/Men_s_Activity_Guidelines_final.pdf

 

 

* * *

 

6077-03

Effective Dressing in Dementia Care (25)

http://dbmas.org.au/uploads/resources/DBMASWA_Guidelines_for_Effective_Dressing_2012.pdf

* * *

 

 

6078-03

Animal Assisted Therapy (Pet Therapy) in Dementia Care  (26)

http://dbmas.org.au/uploads/resources/Animal_Assisted_Therapy_in_Dementia_Care.pdf

 

 

* * *

“...Although there is a worldwide intensive search for interventions that will ameliorate the progression of dementia, the current challenge is to maximise the opportunities for care and treatment in an environment most suitable for the person with dementia and their carer. The importance of care provided in the community is undeniable in this context. Most people with dementia are best managed in the community. A close partnership with the General Practitioner is important so that the person with dementia and their carer can feel safe and confident to live as independently as possible in the community.

 

Dementia impacts disproportionately on carers and family members associated with all

aspects of care. The caring role is also a role that most carers in the community find very difficult to manage. Without adequate support of the carer and family, a person with dementia is at risk of premature admission to residential aged care....” (27)

 

* * *

“...As the only worldwide international federation of Alzheimer associations and global

voice on dementia, and the largest international provider of specialist dementia care,

we are committed to changing the way the world thinks about dementia. One way

we will do this is by campaigning for national dementia plans which have greater

emphasis on improved brain health, as well as enabling those who have dementia to

live well.

 

To make this happen, and lessen the impact of dementia on individuals and society,

there is enormous possibility in a comprehensive approach from all sectors, including

health, business, academia, foreign affairs, NGOs and others, to work together to

reduce the risks associated with dementia, as well as promote the interventions to

manage the quality of life of those living with it and their relatives...” (28)

* * *

 

 

“...Dementia disorders involve the fates of individuals as well as the experiences and feelings of family members of those affected. Dementia disorders e still the subject of ignorance, guilt and taboos. There is a lack of knowledge about dementia among professionals and in society as a whole. At the same time we see that services offered

to this group are inadequate and that in many places there are links missing in the chain of services...” (30)

 

* * *

“...The increase in the number of people living with dementia will be most stark in low and middle income countries which will account for more than two thirds of cases by 2050. The Americas – specifically Latin America – is a region that will be most impacted by the shift, where cases will rise from more than 7.8 million people today to over 27 million by 2050. We estimate that dementia cost the Americas US$235.8 billion dollars in 2010 for informal care, direct medical care and social care, and that these

costs will spiral as numbers increase...” (29)

 

* * * 

 

Estima-se atualmente que cerca de dois terços dos casos de demência no mundo estarão concentrados brevemente nos países de baixa renda ou renda intermediária e que esta circunstância terá um grande impacto nos países da América Latina. (29)

Estabelecer políticas públicas para o enfrentamento digno desta questão, preparar adequadamente os profissionais que atuam na assistência sanitária e social, divulgar informações que possibilitem ampliar conhecimentos sobre as propostas de suporte e intervenção, é uma das maneiras para se possibilitar um cuidado digno e humanizado, compatível com o desenvolvimento de conhecimentos que a humanidade já produziu até o momento sobre esta condição.

Os indivíduos idosos que apresentam demência e se encontram em situação de dependência para o cuidado cotidiano pertencem ao grupo de maior vulnerabilidade quanto ao risco de serem submetidos a práticas de contenção de ordem física, psicológica, farmacológica ou ambiental, que, além de violar os seus direitos humanos fundamentais, elevam o risco de efeitos danosos e evidenciam uma circunstância de má prática assistencial.

Este grupo pertence ao ápice da pirâmide de complexidade assistencial na esfera dos cuidados de longo prazo a indivíduos que apresentam condições crônicas, caracterizando o nível dos “Cuidados de Alta Complexidade”. Dentro deste campo conceitual a complexidade é entendida enquanto uma necessidade de abordagem que envolve estratégias de intervenção que possam oferecer ou apontar respostas para as demandas individuais, sejam elas explicitadas ou não, e que sejam multifacetadas integradas e bem coordenadas.

10 de Agosto de 2015

Arianna Kassiadou Menezes

 

 

 

* * *

 

Links Externos Relacionados

 

01-Meta-analysis of nonpharmacological interventions for neuropsychiatric symptoms of dementia

http://ajp.psychiatryonline.org/doi/full/10.1176/appi.ajp.2012.11101529

 

 

02-Non-pharmacological interventions for agitation in dementia: systematic review of randomised controlled trials

http://bjp.rcpsych.org/content/205/6/436.long

 

 

03-Non-pharmacological interventions for dementia

https://fightdementia.org.au/sites/default/files/2011_Nat_AAconference_Brodaty2.pdf

 

04-CUIDADOS DE DEMENCIAS SIN SUJECIONES . Revisión: 1 (02/2014). ACREDITACIÓN.MODO OPERATIVO

http://www.mariawolff.es/images/documentos_pdf/Folleto_Acreditacion_Cuidados_Demencia_Sin_Sujeciones.pdf

 

05-Non-pharmacological Therapies in Dementia

https://www.novapublishers.com/catalog/product_info.php?products_id=9101

 

06-Mapa de Terapias No Farmacológicas para Demencias Tipo Alzheimer. Guía de iniciación técnica para profesionales

http://www.nptherapies.org/TNF.pdf

 

07-Emotional robots: principles and practice with PARO in Denmark, Germany and the UK

http://nrl.northumbria.ac.uk/11665/1/GEROPSYCH-D-12-00041-2-2013-02-08.pdf

 

08-Use of a Therapeutic, Socially Assistive Pet Robot (PARO) in Improving Mood and Stimulating Social Interaction and Communication for People With Dementia: Study Protocol for a Randomized Controlled Trial

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4433493/

 

09-A systematic review of the clinical effectiveness and cost-effectiveness of sensory, psychological and behavioural interventions for managing agitation in older adults with dementia.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24947468

10- Maintenance cognitive stimulation therapy for dementia: single-blind, multicentre, pragmatic randomised controlled Trial

http://bjp.rcpsych.org/content/204/6/454.long

 

11-Guidelines for adapting cognitive stimulation therapy to other cultures

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4079629/

 

12-World Alzheimer Report 2011 The benefits of early diagnosis and intervention

http://www.alz.co.uk/research/WorldAlzheimerReport2011.pdf

 

13-Systematic Review of Neuropsychological Outcomes in Dementia from CognitionBased Psychological Interventions

http://www.karger.com/Article/Pdf/343931

14-Eficacia de las terapias no farmacológicas en la enfermedad de Alzheimer: una revisión sistemática

http://www.mariawolff.org/_pdf/fmw-publicaciones-terapias-no-farmacologicas-en-la-ea.pdf

15-TERAPIAS NO FARMACOLÓGICAS EN DEMENCIAS

https://www.cvirtual.org/es/blog/terapias-no-farmacologicas-en-demencias

 

16-Terapias no farmacológicas. Declaración de Consenso 1, Salamanca

http://www.wisdem.org/sites/default/files/manifestos/intervenciones_no_farmacologicas_manifiesto.pdf

 

 

17-Treating Pain to Reduce Behavioral Disturbances in Dementia

http://www.geripal.org/2011/12/treating-pain-to-reduce-behavioral.html

 

18-Manual de Actuación en la enfermedad de Alzheimer y otras Demencias

http://www.isfie.org/documentos/mafe.pdf

 

19-Dementia Behaviour Management

Advisory Services (DBMAS) WA

http://dbmas.org.au/want-to-know-more/resources/

20- Behaviour Management - A Guide to Good Practice. Managing Behavioural and Psychological Symptoms ofDementia (BPSD)

http://www.dementiaresearch.org.au/images/dcrc/output-files/328-2012_dbmas_bpsd_guidelines_guide.pdf

 21- ReBOC .Reducing Behaviours Of Concern. A Hands On Guide. A resource to assist those caring for people living with dementia.

http://dbmas.org.au/uploads/resources/SA_DBMAS_REBOC_Guide_2012.pdf

 

22-Dementia. THINGS TO DO. ACTIVITY IDEAS FOR CARERS

http://dbmas.org.au/uploads/resources/Dementia_things_to_do_Activity_resource_for_carers.pdf

 

23- Gardens that Care: Planning Outdoor Environments for People with Dementia

http://dbmas.org.au/uploads/resources/101796_ALZA_Garden32pp_LR.pdf

 

24-Activity guidelines for health professionals working with male clients with dementia

http://dbmas.org.au/uploads/resources/Men_s_Activity_Guidelines_final.pdf

 

25-Effective Dressing in Dementia Care

http://dbmas.org.au/uploads/resources/DBMASWA_Guidelines_for_Effective_Dressing_2012.pdf

 

26-Animal Assisted Therapy (Pet Therapy) in Dementia Care 

http://dbmas.org.au/uploads/resources/Animal_Assisted_Therapy_in_Dementia_Care.pdf

27- Dementia Model of Care  Department of Health, Western Australia

http://www.healthnetworks.health.wa.gov.au/modelsofcare/docs/dementia-model-of-care.pdf

28- World Alzheimer Report 2014. Dementia and Risk Reduction

https://www.alz.co.uk/research/WorldAlzheimerReport2014.pdf

 

29-Dementia in the Americas: Current and future cost and prevalence of Alzheimer’s disease and other dementias’. FACTORS

https://www.alz.co.uk/sites/default/files/pdfs/dementia-in-the-americas-ENGLISH.pdf

 

 

30-Dementia Plan 2015. Norwegian Ministry of Health and Care Services

https://www.mindbank.info/download_file/4336/e7691fc153812e2918989b5737618c7ca03447a2

 

31-Guidelines for Care: Person-centred care of people with dementia living in care homes

http://www.bccare.ca/wp-content/uploads/culture_change_framework_e.pdf

 

32-Identification of community-residing individuals with dementia and their unmet needs for care

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3039061/

 

33-Ergothérapie et alternatives à la contention physique au fauteuil du sujet âgé en milieu gériatrique 

http://www.jp.guihard.net/IMG/pdf/contention.pdf

 

34-Restraint use among nursing home residents: cross-sectional study and prospective cohort study

http://www.chemie.uni-hamburg.de/igtw/Gesundheit/images/pdf/meyer_jcn_2009.pdf

35-La contenzione fisica degli anziani: i risultati di alcuni studi di prevalenza dagli anni ’90 ad oggi

 http://www.sigg.it/public/doc/ARTICOLI/1162.pdf

 

36- Reduced Incidence of Dementia in Solid Organ Transplant Patients Treated with Calcineurin Inhibitors

http://content.iospress.com/articles/journal-of-alzheimers-disease/jad150065?resultNumber=0&totalResults=3&start=0&q=Taglialatela+&s2_parent_title=Journal+of+Alzheimer%27s+Disease&dc_issued_year=2015&resultsPageSize=10&rows=10

 

37- Analysis of American medical records has shown that a treatment taken daily by people who have had organ transplants to prevent organ rejection may also protect against Alzheimer’s disease.

http://dementiaresearchfoundation.org.au/blog/organ-transplant-%E2%80%98anti-rejection%E2%80%99-medication-shows-protective-effect-against-alzheimer%E2%80%99s

 

* * *

 

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